Vamos Comprar um Poeta

Desde o lançamento de Vamos Comprar um Poeta, de Afonso Cruz, que só vejo elogios sobre o livro. O inusitado do título, junto com a capa lindinha me deixava super curiosa para ler. E chegou a hora!

Por mais que eu tenha lido algumas opiniões, não estava preparada para o tanto que iria amar essa leitura!

Uma sociedade distópica, em que cada item é patrocinado por uma empresa: desde a roupa de cama, passando por eletrodomésticos e até mesmo roupas e acessórios. Além disso, tudo é muito racionado e regulado pelo governo e, em vez de as pessoas terem animais de estimação, tem artistas. E a família do livro decide comprar um poeta para a filha, por os poetas serem considerados mais limpos que outros tipos de artistas.

É tudo muito absurdo, beirando o nonsense, mas construído pelo autor de uma forma que faz sentido naquele cenário. E, claro, como toda boa distopia, carrega consigo uma boa dose de crítica social e paralelos com a sociedade atual.

O livro é curto, daqueles que a gente tem vontade de devorar, mas ao mesmo tempo não quer que acabe. Eu fui lendo aos poucos, não estava preparada para me despedir do poeta tão cedo. 

Minha passagem favorita é quando o poeta “abre” uma janela com vista para o mar. Sério, como pode um livro tão curtinho, carregar tanta beleza nas palavras?! Valeu a pena esperar tanto para lê-lo e concluí com a certeza de que vou revisitar o poeta mais vezes.

 

📸: nenhum poeta foi esquecido nesse banco de praça.

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Sobre mim

Danielle

Apaixonada por livros e viciada em chimarrão.

Falo de livros no instagram desde 2017 e chegou a hora de ter um cantinho próprio.

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