Noites Brancas, de Fiódor Dostoiévski, é o segundo livro do autor que leio. O primeiro foi Crime e Castigo. E que bom perceber que é um autor que não preciso ter “medo” de ler. Quando era mais nova, achava que por se tratar de clássicos, teria uma escrita rebuscada demais, uma trama complicada demais e que eu teria dificuldade. Quando li Crime e Castigo vi que não era bem assim e, agora com Noites Brancas, pude confirmar.
Em Noites Brancas, acompanhamos os encontros noturnos de um casal. Ele, em um passeio, se depara com a jovem chorando e logo encanta-se por ela, ao avistar um homem mal intencionado, parte em seu socorro e nisso iniciam uma conversa. Cada um com seus receios de falar com um desconhecido, mas o papo flui bem e decidem encontrar-se na noite seguinte e inicia-se uma amizade.
Ele descobre que a jovem está à espera do amado que prometeu reencontrá-la, mas ao que parece esse dia nunca chega. Por mais que tente refrear o sentimento, o rapaz apaixona-se por ela e, em seu íntimo, luta para não deixar transparecer.
As noites vão passando e os encontros dos dois seguem e o leitor vai descobrindo mais de cada um conforme as conversas evoluem.
O livro é curto, de leitura fácil e retrata um romance com altas doses de drama. Tiveram momentos que duvidei da integridade do rapaz, em outros desconfiei dos sentimentos da moça, mas no fim me senti a vizinha fofoqueira que acompanha a vida alheia da janela 🤣🤣
E, claro, terminei querendo ler mais livros do autor.
Esse foi mais um livro que li para Clube de Leitura e não consegui participar do debate. Foi a leitura de outono do grupo aqui de Pelotas, mas estava enrolada no dia do debate e não consegui ir ao encontro.
