Nora Seed decide morrer e, com isso, é transportada para uma biblioteca em que infinitas possibilidades se abrem.
A Biblioteca da Meia-noite, de Matt Haig, com tradução de Adriana Fidalgo, é um romance que explora muito o conceito do “e se”. Quando Nora decide morrer, ela acorda em uma biblioteca cheia de livros contendo a história de sua vida. Mas não a que ele viveu até então, todas as vidas possíveis que ela poderia ter vivido em outros universos, dependendo das escolhas que fez.
Nora é guiada pela Sra. Elm, a antiga bibliotecária da escola de sua infância, por quem tem muito carinho. No livro, o leitor acompanha Nora deslizando por várias possibilidades, em busca daquela que apague seus arrependimentos e julgue ser a sua vida ideal.
Eu estava bem curiosa para ler esse livro, pois via ele como um “ame ou odeie”, com os leitores tendo opiniões bem fortes a respeito dele. Ao mesmo tempo que amo narrativas que abordam as possibilidades do “e se”, tinha um pé atrás por ouvir comentários sobre ter uma carga alta de auto-ajuda. E eu estou do lado dos leitores que adoraram o livro. Gostei muito de acompanhar as possibilidades que a vida reservou a Nora, os questionamentos que ele levantou e o desfecho do livro.
É claro, como é um livro que tem uma carga de auto-ajuda, o autor pincela algumas frases feitas para o leitor grifar e levar de “ensinamento” pra vida. Mas achei que ele soube dosar e não pesou a mão nesse ponto. Fui surpreendida positivamente e recomendo para aqueles que gostam de explorar todas as possibilidades.
*Recebi esse livro em parceria com a Feito de Letras, livraria aqui de Pelotas, durante a Feira do Livro. Obrigada, André, mais uma vez pela parceria. E obrigada pela escolha do título, adorei a leitura.
Quer ler esse livro, compre com meu link clicando aqui.
