No início do ano li o novo livro da Zuleide Lima, “Ainda não sei o meu nome”, uma distopia com toques de romance.
No livro, após uma grande inundação, a sociedade é dividida em duas partes: os extraordinários e os ordinários. O objetivo é ir “purificando a humanidade” a fim de não mais existirem pessoas com “defeitos”, em que cada danificado é eliminado. Na ilha da Gota, cada um recebe um número em vez de um nome e, somente quando tem acesso ao lado dos ordinários 547, uma extraordinária, tem a possibilidade de vislumbrar uma realidade diferente e questionar aquilo que foi delimitado pelo salvador.
Ela conhece jovens ordinários, um em especial, e com eles percebe que a vida não pode e não precisa ser apenas aquilo que conhece.
Já havia lido outro livro de Zuleide (Uma Morte Qualquer) e, mais uma vez, ela apresenta ao leitor um livro gostoso de ler, que flui super bem e nos envolve durante todo o tempo.
Me vi indignada junto com 547 em vários momentos e torcendo por mudanças. Recomendo demais a leitura.
