Em Engerar Onça, @grazielabrums_ divide com o leitor o processo de se entender, de se redescobrir. Movimento que começou quando a autora fez uma visita a Alter do Chão, na Floresta Amazônica. Isso, aliado a um sonho recorrente, sempre interrompido, em que uma onça se faz presente, desencadearam na autora um desejo de mudança.
Ao longo das páginas, Graziela vai revelando suas inquietações e reflexões. Sobre perceber, enfim, algo a mais sobre relacionamentos que teve e, observar que as mulheres ainda estão inseridas em muitos locais de violência, seja física ou psicológica. E, com isso, surge o desejo de oferecer um local seguro para mulheres se reunirem e, juntas, colocar no papel, diferentes histórias, nascendo assim seu projeto, Campo de Heliantos.
É um livro que fala do poder da mata, dos animais, da observação e do viver de forma respeitosa com a natureza para criar conexões profundas e se reencontrar. É um livro que trata muito do íntimo da autora, mas em que é possível se identificar e criar conexões.
Quando a autora me convidou pra ler “Engerar Onça — construindo ecofeminismo na Oniricena”, fiquei bem curiosa já que ecofeminismo e oniricena eram conceitos que eu desconhecia. E foi muito interessante ir descobrindo seus significados com o avançar das páginas.
Gostei muito da leitura e desse convite a uma reflexão sobre aquilo que me cerca.
