Barrela

Puta que pariu! Foi a única coisa que fui capaz de expressar ao concluir Barrela, adaptação em quadrinhos por João Pinheiro, de texto de Plínio Marcos.

Eu conheci o quadrinho por um reel que o Lobo fez no perfil da @brasaeditora, editora responsável pela publicação dessa versão, e fiquei curiosa pra ler, sem conhecer o texto original.

E, como o Lobo bem disse, é uma obra que mexe com o leitor, impossível não se impactar.

O texto de Plínio Marcos é potente, diálogos diretos, repletos de gírias da época em que foi escrito (1958, em plena Ditadura Militar), que tornam todo o descrito ainda mais real, mais impactante. Já o traço de João Pinheiro é super expressivo, por vezes grotesco, enfatizando o absurdo dos atos dos personagens.

Em Barrela, um grupo de presos está dormindo em sua cela coletiva, ao serem acordados por um dos colegas, um caos se inicia e vamos acompanhando o pior que o comportamento humano é capaz de gerar. Um misto de preconceito, violência e comportamento de manada culminam em tragédia.

Ah! E o texto é o primeiro do autor, escrito em forma de peça teatral, inspirado por um fato real ocorrido em Santos na mesma época.

Se achei impactante acompanhar em forma de quadrinhos, imagino que em formato de peça deva ser ainda mais, com outras nuances e outro tipo de dramaticidade.

E sobre a edição, está caprichada demais, cada elemento foi pensado de forma a contribuir com a trama, desde a fonte de capa que lembra as grades da cela, ao texto do colofão, as orelhas que escondem informações sobre os autores, a pintura trilateral que adiciona dramaticidade ao todo.

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Sobre mim

Danielle

Apaixonada por livros e viciada em chimarrão.

Falo de livros no instagram desde 2017 e chegou a hora de ter um cantinho próprio.

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