Eu já comentei algumas vezes que não sou grande fã dos contos da Agatha Christie, mas em Os Treze Problemas ela me conquistou demais!
Nesse livro, temos 13 histórias distintas, amarradas por um pano de fundo: um grupo se reúne às terças-feiras com a proposta de cada um narrar um crime de difícil solução, mas que o narrador conhece o desfecho para ver se os outros amigos conseguem desvendar. O que pode parecer um tanto mórbido, ganha ares de diversão pelo grupo inusitado (que muda de formação em alguns dos contos, mas sempre mantendo a inconfundível Miss Jane Marple). Tem casos de roubos, trambiques, identidades trocadas e, é claro, assassinatos. E, como toda boa trama envolvendo Miss Marple, aquele toque de desprezo dos presentes ao verem a senhorinha em um canto com seu tricô, para, de repente, de forma simples desvendar um mistério atrás do outro.
Esse é tipo de livro ideal para quem quer conhecer Miss Marple, já que ela está ali em sua pura essência: ar pacato, observador, fazendo paralelos com acontecimentos passados em seu povoado, St Mary Mead.
Eu já havia lido esse livro há alguns anos, mas me diverti demais com a releitura. Em alguns dos contos não lembrava de nada e fui surpreendida e em outros, fui lembrando dos detalhes conforme a leitura avançava. Obrigada, @lepmeditores, por esse convite a revisitar esse livro.
Os Treze Problemas foi o livro de fevereiro do desafio #ReadChristie2025, com o tema escritores. E, não, o escritor neste livro não é a Ariadne Oliver, mas sim, Raymond, o sobrinho de Jane Marple.
